quarta-feira, 23 de junho de 2010
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Não há quem não possua memórias...boas ou ruins, é o que mais podemos compartilhar com o mundo que não o nosso interior!
"Na vida do homem, o amor é uma coisa a parte, na da mulher, é toda a vida."
"Os espinhos que colhi, são da árvore que plantei."
"Ainda que tivesse que ficar só, não trocaria a minha liberdade de pensar por um trono."
"Não falo, não suspiro, não escrevo seu nome. Mas a lágrima que agora queima a minha face me força a fazê-lo"
"Coma, beba e ame: o resto, de que nos serviria?"
"Hoje é dia de vinho e mulheres, alegria e risadas. Véspera de sermões e muita água mineral.”
“A vida é como o vinho: se a quisermos apreciar bem, não devemos bebê-la até a última gota.”
“Quem ama mente.”
...e a última, mas não de menor importância...
“Nada escrevi que prestasse até que comecei a amar”
Sossega, coração! Não desesperes!Talvez um dia, para além dos dias,Encontres o que queres porque o queres,Então livre de falsas nostalgias,Atingirás a perfeição de seres.Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!Pobre esperança há de existir somente!Como quem passa a mão pelo cabeloE em si mesmo se sente diferente,Como faz mal ao sonho o concebê-lo!Sossega coração, contudo! Dorme!O sossego não quer razão nem causa.Quer só a noite plácida e enorme,A grande, universal, solene pausaAntes que tudo em tudo se transforme.Fernando Pessoa - Poemas Esotéricos
Conta a lenda que dormia
Uma Princesa encantada
A quem só despertaria
Um Infante, que viria
De além do muro da estrada.
Ele tinha que, tentado,
Vencer o mal e o bem,
Antes que, já libertado,
Deixasse o caminho errado
Por o que à Princesa vem.
A Princesa Adormecida,
Se espera, dormindo espera,
Sonha em morte a sua vida,
E orna-lhe a fronte esquecida,
Verde, uma grinalda de hera.
Longe o Infante, esforçado,
Sem saber que intuito tem,
Rompe o caminho fadado,
Ele dela é ignorado,
Ela para ele é ninguém.
Mas cada um cumpre o Destino
Ela dormindo encantada,
Ele buscando-a sem tino
Pelo processo divino
Que faz existir a estrada.
E, se bem que seja obscuro
Tudo pela estrada fora,
E falso, ele vem seguro,
E vencendo estrada e muro,
Chega onde em sono ela mora,
E, inda tonto do que houvera,
À cabeça, em maresia,
Ergue a mão, e encontra hera,
E vê que ele mesmo era
A Princesa que dormia.
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