Lord Byron

"Na vida do homem, o amor é uma coisa a parte, na da mulher, é toda a vida."

"Os espinhos que colhi, são da árvore que plantei."

"Ainda que tivesse que ficar só, não trocaria a minha liberdade de pensar por um trono."

"Não falo, não suspiro, não escrevo seu nome. Mas a lágrima que agora queima a minha face me força a fazê-lo"

"Coma, beba e ame: o resto, de que nos serviria?"

"Hoje é dia de vinho e mulheres, alegria e risadas. Véspera de sermões e muita água mineral.”

A vida é como o vinho: se a quisermos apreciar bem, não devemos bebê-la até a última gota.

“Quem ama mente.

...e a última, mas não de menor importância...

“Nada escrevi que prestasse até que comecei a amar”


Como faz mal ao sonho concebê-lo!

Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres,
Então livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperança há de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solene pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.

Fernando Pessoa - Poemas Esotéricos

terça-feira, 25 de maio de 2010

Terceira Perna



Ontem perdi minha terceira perna. Apaixonei-me. Descobri que preciso de duas pernas só, para caminhar. Minha terceira perna me fazia um tripé preso ao chão. Mas fiquei perdida. E isso é ótimo... Todavia, é difícil caminhar sem saber se há uma saída. Por que temos que fazer tudo pensando num jeito de sair? Por que não podemos só Entrar?
Se tiver coragem, me deixarei continuar perdida. Mas tenho medo do que é novo, e tenho medo de viver o que não entendo – quero sempre ter a garantia de pelo menos estar pensando que entendo, não sei me entregar à desorientação. Como se explica que o meu maior medo seja exatamente em relação: a ser? E, no entanto não há outro caminho. Como se explica que o meu maior medo seja exatamente o de ir vivendo o que for sendo? Como é que se explica que eu não tolere ver, só por que a vida não é o que eu pensava e sim outra – como se antes eu tivesse sabido o que era!

Tiê - 24/5/2010

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