
Hoje meu dia acabou.
Era tarde. Ensolarada tarde de outono.
E meu inverno chegou mais cedo.
O frio que me corta a alma esta tarde é visível a olho nu.
O vento gélido que soprou meu coração foi o vento que atirou minhas sementes mal plantadas, e que agora estão sendo colhidas.
Uma vez certo homem falou que atirassem a primeira pedra, erguessem o braço, aqueles que jamais pecaram...
E o vento frio levou – lhe também as palavras...
Hoje meu dia dissipou.
Me resta agora fluir de acordo com este vento, esta brisa, esta dor...
Dói.
E a ferida cicatriza...
Um dia vou esquecer que este meu dia se esvaiu...
Que este dia se foi, sem ter vindo...
Que ainda neste dia te adorava...que ainda neste dia te esperava...
Um dia, quem sabe, o éter que está no tempo, amorteça a dor que me causou seu descaso por meu amor...

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